Arranca do meu peito o coração com o Direito
E mostra-me o caminho que a luz do Sol me leve
Onde não há tropeço me lancei diante o chão
E hoje ao lembrar-me vivo um mundo de ilusão
Tento escrever, tirar do Peito o que sinto
Encontrar um refúgio dessa dor numa Canção
Então eu rasgo os dedos nas cordas do violão
Porém não sou o mesmo, não enxergo mais o Sol
O vento que comigo caminhava
Passou e foi embora, ele não olha para traz
Eu peço que ele volte como a luz que me chamou
Porém não tenho forças para ser o que eu fui
Meu rosto toca o chão enquanto sou esfaqueado
O faca foi mais forte que o Urso e o leopardo
Mais rápido que um coelho e mais cortante que à palo seco
Arranca do meu peito o coração com o direito.
Eduardo Marinho
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